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GESTÃO NO FUTEBOL BRASILEIRO 2016 – Palmeiras, Flamengo, Chapecoense...

 

 

 

 

GESTÃO NO FUTEBOL BRASILEIRO – Palmeiras, Flamengo, Chapecoense...

 

Hoje quero comentar sobre a gestão dos clubes de futebol no Brasil. Vamos começar parabenizando o Alexandre Mattos, meu colega de turma no MBA de Gestão Estratégica em Esportes da FGV. Não é pra qualquer um ganhar três Brasileiros e uma Copa do Brasil num período de quatro anos! É preciso reconhecer que o cara só pode ser bom no que faz! No entanto, eu tenho uma ressalva, não ao Alexandre em si, mas ao modelo que predomina nesta cultura imediatista, inconsequente e, na minha opinião, burra!, que predomina no futebol brasileiro: O ser campeão a qualquer custo! Não importa uma gestão equilibrada e responsável, o que importa é somente ser campeão! É o título! É o ir pra galera! Bom... Eu, enquanto torcedor, só quero é isso mesmo, certo?!

 

Mas vamos lá... O Mattos conseguiu ser bicampeão com o Cruzeiro, um feito cada vez mais raro no futebol brasileiro. Se não em engano apenas Santos, Palmeiras, Inter, Flamengo, São Paulo, Corinthians e Cruzeiro conseguiram este feito (desde 1960)! Ok! Isso é ótimo! O torcedor fica feliz, o clube ganha exposição midiática e prestígio, seus atletas se valorizam, etc., etc., porém, há um custo... E ele é alto! Senão, vejamos: O Cruzeiro de 2013/14 foi bancado em grande parte por um investidor, dono de uma rede de supermercados. Conseguiu montar um elenco excepcional, mas a sua folha foi a estratosféricos 13 milhões de Reais mensais! Sua dívida total quase duplicou em um período de 3 ou 4 anos! Tudo bem que ainda é uma das menores entre os grandes clubes brasileiros, mas é fato que o clube penou nos dois últimos anos com a soma destes três fatores: A fonte secou com a saída do investidor, o  Mattos saiu e, como citado, houve também um aumento exagerado de sua dívida total!

 

Bem, aí, o Mattos, que estava por cima da carne seca, foi para o Palmeiras que já estava nadando nos milhões de seu presidente (um magnata do setor financeiro), dos inúmeros patrocinadores, da nova arena, etc. Assim, sem desmerecer a capacidade do Mattos, mas... Com dinheiro sobrando, amigo... As coisas se tornam mais fáceis de acontecer, é uma questão lógica, pois não se faz futebol sem dinheiro, certo?! O Alexandre teve a competência para fazer acontecer, pois sabemos muito bem que já teve muita gente boa na gestão de clubes nadando em dinheiro, mas que não conseguiu resultados! Aí, ou é porque eram mesmo incompetentes, ou não eram do ramo (do futebol), ou porque o que houve mesmo foi assalto aos cofres do clube!

 

Estamos carecas de saber que o futebol é paixão, que os dirigentes estatutários são passionais e sensíveis aos desejos e pressões de seus torcedores, de seus conselheiros, da imprensa, etc., não raras vezes abortando algum projeto sensato de médio e longo prazo já iniciado e que propusesse uma gestão racional, focada na responsabilidade fiscal e no saneamento financeiro de seu clube simplesmente para atender aos anseios de um resultado imediato, ou mesmo pela pressão das conquistas de seu maior rival! Abre-se então o cofre (ou, gasta-se o que não tem)! Exemplo: Atlético Mineiro! Embora tenha dado um salto no cenário esportivo desde o "Case Ronaldinho Gaúcho" e incrementado suas receitas, sua dívida é preocupante e a cada ano se observa um investimento ainda mais alto para se ganhar principalmente o Brasileiro.

 

Mas o meu modelo de gestão é outro! Eu tenho um princípio pessoal (herdado de meus pais) de honrar compromissos financeiros e para isso eu sigo uma máxima: nunca gaste mais do que aquilo que você arrecada/ganha! Não consigo deixar de pensar que lá na frente, o meu clube pode vir a pagar um alto preço, quem sabe até mesmo se tornando inviável por conta de sucessivas gestões temerárias!

 

Meu modelo de gestão é a Chapecoense! Clube que já está há quatro anos na Série A (quem apostaria nisso?!), com uma gestão enxuta, pés no chão, sendo responsável e inteligente na administração de seu orçamento e, por isso mesmo, pagando somente aquilo que pode, mas honrando seus compromissos em dia e construindo assim um CICLO VIRTUOSO composto de:

 

1) CONTINUIDADE de trabalhos de médio e longo prazo que, consequentemente, resultam em:

 

2) EQUIPES BEM MONTADAS/AJUSTADAS, que aumentam as probabilidades de:                                  

 

3) BOAS CAMPANHAS, que por sua vez levam ao:                                                                                     

 

4) Desenvolvimento/FORTALECIMENTO de sua MARCA/NOME/CONCEITO no MERCADO, o que se traduz em:                                                                                                                                                                  

 

5) CREDIBILIDADE, que por sua vez resulta em:                                                                                     

 

6) RETORNO FINANCEIRO (melhores cotas a cada ano) e INSTITUCIONAL (atração de patrocinadores, bons atletas, etc.) para:                                                                                                                               

 

7) REINVESTIMENTO em sua estrutura física, humana, científica, etc...

 

Tá aí o CICLO VIRTUOSO instalado! E dá gosto de ver!

 

Meus Presidentes?! São o Sandro Pallaoro da Chape e o Dr. Eduardo Bandeira de Mello do Flamengo, que vem provando para todo o "métier da bola" no Brasil que o futebol poder ser sim, SUPERAVITÁRIO! Basta ter gestão competente e responsável! Parêntesis: Nação Rubro-Negra... Dê graças a Deus pelo Dr. Bandeira de Mello, pois se não fosse ele, o poderoso Flamengo estaria caminhando para a inviabilidade! Ele já conseguiu reduzir em quase 300 milhões a dívida do Mengão! Isso tem nome: COMPETÊNCIA e RESPONSABILIDADE! Fecha parêntesis.

 

O meu sonho de consumo, como gestor esportivo: Pegar a gestão de um clube de médio porte, com mentalidade e um mínimo de estrutura e recursos financeiros para poder aplicar estes conceitos e acompanhar a construção de um ciclo virtuoso como o descrito acima. Para isto aposto em alguns pilares: Mentalidade de gestão responsável; Estrutura científica forte e com poder de decisão; Comissões técnicas atualizadas, corajosas para propor inovações e com capacidade/ânimo/compromisso para realização de trabalhos de longo prazo (cadê você, Fernando Diniz?!).

 

Meu time, muito provavelmente, não seria campeão no primeiro nem no segundo ano... Mas no terceiro, as chances de resultados seriam reais!

 

Mesmo assim, parabéns aos dois modelos: Parabéns Palmeiras (Alexandre Mattos)! Parabéns Chape (Sandro Pallaoro)! E vai Brasil! Vai Tite! Vai Diniz! Vai Micale! Vai jovem geração de treinadores e gestores! Vai na bola, buscar neste mundo aquilo que é seu!!!

 

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Francisco Ferreira

 

Executivo de Futebol / Gestor Esportivo

 

CEO do CEPERF (Centro de Excelência em Performance de Futebol)

 

www.ceperf.com.br

 

Fonte: www.ceperf.comvoltar

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